Livro “O futebol em Santa Catarina” na Univali de Itajaí

Na noite desta quarta-feira (3) tem mesa-redonda na Univali de Itajaí com os autores do livro “O futebol em Santa Catarina: Histórias de Clubes (1910-2014)”, da editora Insular. A iniciativa é do curso de História da Universidade do Vale do Itajaí.

A mesa-redonda será formada por Alexandre Fernandez, da UFSC, Norberto Dallabrida, da Udesc, Lana Gomes Pereira e Francisco Braum Neto, da Univali. O evento será no auditório do bloco E1, do Campus Itajaí, a partir das 19h. A entrada é franca.

O livro traz uma série de textos sobre várias equipes de Santa Catarina, como os quatro representantes da Série A (Avaí, Figueirense, Joinville e Chapecoense), o representante da Série B (Criciúma), além de Marcílio Dias, Annita Garibaldi e Colegial.

Tapetão: Advogado do Joinville e presidente do Figueirense falam do caso [vídeo]

No post anterior falei sobre o julgamento e o que pode acontecer no futuro sobre a decisão do Campeonato Catarinense. A única certeza é que o caso vai até o Superior Tribunal de Justiça Desportiva. Depois do julgamento da noite de hoje, o presidente do Figueirense, Wilfredo Brillinger, e o advogado do Joinville, Roberto Pugliese Júnior, falaram sobre o caso.

A terceira partida da final já foi, faltam as outras

Foto feito pelo celular

Foto feito pelo celular

Não tem data para terminar o Campeonato Catarinense. Na noite de hoje, na sede da Federação Catarinense de Futebol (FCF), em Balneário Camboriú, aconteceu a terceira partida, a primeira nos tribunais. A comissão disciplinar do Tribunal de Justiça Desportiva (TJD-SC) decidiu pela perda de quatro pontos e multa de R$ 8 mil para o Joinville.

A segunda instância, o pleno do TJD-SC, deve acontecer já na próxima semana. E depois a briga vai para o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), no Rio de Janeiro. Se o JEC for absolvido, fim de papo. Caso a punição seja mantida, o pepino volta para as mãos da FCF.

Isso porque com a punição, o JEC cai para o segundo lugar do hexagonal e o Figueirense passa a ser o primeiro da fase que definiu os finalistas e as vantagens na decisão. O departamento de competições vai ter que definir o que será feito, nesse caso. Uma das opções é anular os jogos da final e marcar duas partidas, a primeira na Arena e a segunda no Orlando Scarpelli.

O Figueira, obviamente, tem uma outra opção, como pode ser notado na entrevista do presidente Wilfredo Brillinger, após o julgamento: considerar as duas partidas feitas e declarar o Alvinegro campeão, já que com a perda de pontos do Tricolor, ele passaria a ter a vantagem do empate. Wilfredo chegou a falar que o Figueirense “sairia prejudicado por não ter mandado o segundo jogo em casa”, mas que era a melhor decisão.

Chamou a atenção a quantidade gigante de policiais. Um grupo em frente a sede da FCF, outro na esquina com barreira, controlando a entrada de pessoas e impedindo os cinco torcedores do Alvinegro que foram de carro a chegarem perto da entidade. Eles soltarem fogos ao final do julgamento.

Os dois ônibus da Gaviões foram interditados no posto de Itapema da Polícia Rodoviária Federal e lá ficaram. Ao término do julgamento, o tenente-coronel Evaldo ordenou que eles fossem impedidos de prosseguir e mandados de volta para a capital.

Taça pelos Correios?

Reprodução/Youtube

Reprodução/Youtube

Era visível ontem a irritação do presidente da Federação Catarinense de Futebol (FCF), Delfim Pádua Peixoto Filho. Um dos seus grandes méritos e orgulho era não ter título decidido nos tribunais em seus 30 anos a frente da entidade. O erro do departamento de futebol de Joinville (terceiro do campeonato) quebrou essa marca.

O incomodo era sentido nas muitas entrevistas que ele deu na Arena Joinville. Depois de muitos anos, os tribunais decidirão o campeão catarinense de 2015. Nessa entrevista ao amigo Jean Pablo Cardoso, da TVBE Itajaí, o chefão do futebol catarinense deixou claro que ele já entregou a taça esse ano e pronto.

O que o tribunal decidir, será acatado, mas para a FCF, o estadual terminou. Se o Joinville vencer na justiça, a taça vai seguir lá. Senão: “Vou ligar para ele [presidente do JEC] e dizer: Nereu, bota no correio e manda para o Figueirense porque eu não entrego em tapetão, campeonato meu não termina no tapetão”.

A final do Catarinense dentro do campo

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Vai demorar e muito para que o Campeonato Catarinense tenha a homologação do campeão da edição 2015. Mas dentro de campo, até esse momento deu Joinville. E é disso que esse post vai tratar. Talvez eu entre em detalhes sobre tapetão outra hora.

Foi uma partida movimentada e interessante taticamente, mas fraca e com poucas chances. Acho que o nível técnico refletiu o que vimos durante a competição.

O Joinville mostrou que não sente tanta firmeza assim de uma vitória nos tribunais e foi para cima. Hemerson Maria mandou a equipe com Welinton Júnior aberto na esquerda, Tiago Luís e Kempes no meio. Atrás deles uma linha formada por Augusto César e Marcelo Costa, com Naldo protegendo a defesa. Se teoricamente a vantagem do empate era do Tricolor, Argel não quis saber disso e o Figueira começou com duas linhas de quatro muito bem definidas e na frente Marcão e Clayton.

A equipe da casa tomou a iniciativa e ficou com a bola boa parte do primeiro tempo, mas tinha uma dificuldade enorme e passar pela defesa do Alvinegro, que por outro lado, não conseguia acalmar a bola. Resultado: pouco foi criado. Mesmo assim o Figueirense só não saiu na frente porque Clayton não conseguiu aproveitar o presentão que ganhou de Rogério. No final da primeira etapa, Tiago Luís caiu na esquerda para jogar próximo de Welinton e o JEC criou a grande jogada da etapa inicial. Faltou o gol.

Com o início do segundo tempo, os times foram invertendo de postura. O JEC voltou com dois homens na frente e uma linha de três atrás deles, formada por Augusto César, Tiago Luís e Marcelo Costa. Do outro lado, Dudu passou a fazer a dupla de ataque com Marcão. Clayton jogava atrás deles e a frente de um linha de três formada por Yago (que entrou no lugar de Denner), Paulo Roberto e França. Com um Tricolor pressionando menos pelas pontas, os laterais do Alvinegro passaram a jogar mais. A partida começou a melhorar um pouco.

Mais próximo do término, o JEC recuou mais um pouco. Marcelo Costa passou a faze dupla com Naldo, com uma linha de três a frente deles e apenas Kempes no ataque. Depois entrou Jael. A ideia era aproveitar a velocidade e sair nos contra-ataques. Algumas vezes o time conseguiu partir com velocidade, mas faltava sempre o toque final. O time da casa chegou a criar uma chance ou outra, mas nada que tenha sido aproveitado.

Argel mandou o time da capital mais para a frente ainda. A equipe terminou com três atacantes, Yago e França mais atrás e só Paulo Roberto a frente da defesa. Não dominou a partida, mas criou as duas chances de vencer a partida. Nas duas, Mazola desperdiçou.

E aí aconteceu algo no mínimo inusitado. Sandro Meira Ricci (que teve boa atuação) apitou e as duas torcidas comemoraram o título. A torcida do Figueirense chegou a cantar “vice de novo” para os donos da casa, mas até que o caso seja julgado, o título é do Joinville. E foi ele que recebeu o troféu.