O prejuízo do rebaixamento no Catarinense

Foto: Divulgação/Camboriú FC

Foto: Divulgação/Camboriú FC

Ser rebaixado para a segunda divisão do Campeonato Catarinense é um prejuízo e tanto, e nem só pelo fato de ficar quase um ano parado sem calendário. Fica muito difícil fechar as contas.

Quem passou por isso no ano passado foi o Camboriú Futebol Clube. Segundo balanço financeiro publicado no site da Federação Catarinense de Futebol, o Tricolor saiu de um superávit de R$ 416 mil em 2013 para um déficit de R$ 55 mil no ano passado.

Só de receita de renda de jogos, a equipe faturou R$ 11,4 mil a menos que na primeira divisão. O prejuízo maior foi ficar sem cota de televisão, lá se foi uma receia de cerca de R$ 240 mil. Uma competição maior, com número muito maior de viagens e para lugares mais longe que na Série A, ajudaram a aumentar ainda mais os gastos com futebol profissional, passando de R$ 209 mil para R$ 452 mil. O estrago nas contas do clube só não foi maior graças aos R$ 200 mil arrecadados com a venda de atletas.

Esse ano o clube planeja gastar um pouco menos do que o ano passado e conseguiu o aumento de alguns patrocínios, mas ainda busca novos parceiros para ter um ano financeiro mais tranquilo. A aposta em Paulo Foiani como treinador, com curto, mas bom currículo, é para buscar o acesso e assim ter um 2016 bem melhor.

O desafio do Camboriú FC

Foto: Lucas Coppi/Assessoria Camboriú FC

Foto: Lucas Coppi/Assessoria Camboriú FC

Foi na noite desta quinta-feira (16) que o Camboriú definiu a sua diretoria para o próximo mandato. Como já anunciado, José Henrique Coppi segue na presidência, mas Pedro Ferreira passa para o cargo de secretário, enquanto Arlindo Cruz assume a vice-presidência. Se Sergio Olinger se manteve como diretor de futebol, outros departamentos deram uma boa oxigenada com a entrada de pessoas jovens como Leonardo Teixeira (projetos), Ramon Jacob (patrimônio) e Rafael Werner Seara (marketing). Como me lembrou Pedro Ferreira, foi a primeira vez que toda a diretoria foi decidida em uma única reunião e ficou gente de fora.

A primeira meta, como não poderia deixar de ser, é voltar para a primeira divisão. Não vai ser fácil. O Camboriú deverá ter orçamento menor que, pelo menos, três equipes da Segundona: Juventus de Seara, Concórdia e Brusque. A folha do elenco não deve chegar em R$ 50 mil mensais, o que obriga a diretoria de futebol a ser cirúrgica nas contratações. O Tricolor sempre tem a vantagem de já largar com alguns bons atletas da base e os jogadores que estão emprestados para outros clubes, como Luiz Renan, do Metropolitano, que a diretoria ainda não sabe se volta.

Mas é só um início, mal dá um esqueleto. O resto terá que vir de fora. Na conversa não foram citados possíveis nomes para treinador, mas essa definição terá que ser feita essa semana, afinal, faltam menos de dois meses para o início da competição.

O formato de competição não ajuda muito quem pretende ter um elenco muito enxuto. A competição será curta, turno e returno para definir quem sobe, com jogos em todas as quartas-feiras e domingo. A boa notícia é que os principais patrocinadores do ano passado já renovaram e o orçamento deve ser um pouco maior.

Ao mesmo tempo em que a diretoria trabalha nesse Catarinense da segunda divisão, os diretores pensam nos passos seguintes e nos próximos anos. O Camboriú Futebol Clube está bem consolidado em sua cidade natal, agora, precisa crescer mais em Balneário Camboriú. Esse já era o objetivo quando mudou de nome em 2010. Funcionou para trazer a Embraed, mas ainda é pouco. A entrada do Secretário de Obras, Arlindo Cruz, e seu filho na diretoria tem a ver com isso. Assim como o membro da família Praiana. Ainda deve entrar um dos herdeios da G.Laffitte.

Mais do que o nome Camboriú e o slogan “o time de todas as Camboriú”, esse ano pode ter um item a mais. Está em estudo um camisa especial com as cores da cidade vizinha. A ideia é mostrar para os balneo-camboriuenses e os empresários da cidade que o Tricolor é o seu time. Se isso funcionar, principalmente com os empresários, a Cambura pode entrar em outro patamar financeiro.

A parceria Marcílio Dias-FME Camboriú e as melhorias no estádio Robertão

Estádio Roberto Santos Garcia, o Robertão. Foto: Pref. Camboriú/Fotográfo não creditado

Estádio Roberto Santos Garcia, o Robertão. Foto: Pref. Camboriú/Fotográfo não creditado

O Marcílio Dias vai ter um início de Campeonato Catarinense de 2015 muito complicado. Das nove partidas, tem cinco como mandantes, mas apenas duas serão no estádio Dr. Hercílio Luz, o Gigantão das Avenidas, em Itajaí. São três perdas de mandos para serem cumpridas por conta da punição dada pelo Tribunal de Justiça Desportiva (TJD-SC/Fut) por conta das confusões na partida contra o Atlético de Ibirama, na última rodada do hexagonal do Catarinão passado. “Sem casa”, o clube itajaiense recebe Figueirense (4/02), Atlético de Ibirama (11/02) e Avaí (22/02) no estádio Roberto Santos Garcia, o Robertão, em Camboriú. O laudo dos dois estádios já estão nas mãos do Ministério Público de Santa Catarina (MP-SC), como manda o regulamento.

Pertence a Fundação Municipal de Esportes (FME) de Camboriú o estádio que recebe os primeiros jogos do Marcílio Dias como mandante e foi cedido na base da “parceria e boa vizinhança”, palavras do superintendente Altamir Montibeller. “Foram parceiros com a gente. Emprestaram o campo para o Barra FC quando precisamos”, lembra. Além do Camboriú Futebol Clube, a prefeitura da cidade é parceira também do Barra FC, que disputa a terceira divisão. Como agradecimento, o Marcílio Dias – e claro, o apoio da prefeitura de Itajaí – ficou de ajudar na manutenção do gramado, se necessário.

O gramado do Robertão já está passando por reforma. Está sendo reposta a grama nas partes onde só restaram areia e tá sendo feito um trabalho de recuperação e adubação de todo o campo. A previsão é de que ele fique pronto para uso em 45 dias, tempo mais que suficiente já que o estadual só começa no início de fevereiro.

Se o gramado do estádio camboriuense impressionou quando o Tricolor fez a sua estreia na primeira divisão, em 2012, pela qualidade e beleza, ano passado foi pelo péssimo estado. Muita areia, que atrapalhou o próprio clube, já que era difícil fazer a bola rolar.

Além de um meio de ano chuvoso, o que prejudicou o gramado do estádio Robertão foi o excesso de partidas. Palavras do próprio Montibeller. Camboriú FC e Barra FC mandaram suas partidas do estadual – ambos no segundo semestre- ali, mas não foram os únicos. No mesmo estádio aconteceram as partidas do campeonato amador municipal nas categorias livre e veteranos, os Jogos Escolares de Camboriú (Jecam) e os jogos do Catarinense nas categorias sub-13, sub-15 e sub-17. Aí não tem gramado que aguente.

Para diminuir o número de jogos realizados no Robertão, a FME espera que em 2015, as equipes que jogam na cidade possam mandar suas partidas das categorias de base no campo do Instituto Federal (antigo Colégio Agrícola), onde estão sendo colocados alambrados. Com o campo sendo cercado, há a chance de que a Federação Catarinense de Futebol (FCF) o considere apto para partidas das categorias menores.

Segundona: Só Inter se destaca na média de público

Foto: Divulgação/Inter de Lages

Foto: Divulgação/Inter de Lages

Terminou no fim de semana o quadrangular do Campeonato Catarinense da Série B, a Segundona. Inter de Lages e Guarani de Palhoça confirmaram o retorno a primeira divisão do futebol catarinense e fazem nos dois próximos finais de semana as finais da competição para definir o campeão. Na média de público só o Inter de Lages se destaque, conseguindo média superior a mil pessoas.

Os outros clubes não chegaram a 400 torcedores de média. Destaque negativo para o Guarani de Palhoça, que só fez média melhor que a Caçadorense, que não jogou em Caçador (só Chapecó e Videira), e o Porto que fez todas as suas partidas como mandante com portões fechados. Péssimas médias também dos times de Tubarão, que só não ficaram com número pior por conta dos dois clássicos. Vale lembrar que as três primeiros rodadas aconteceram com portões fechados, devido ao não cumprimento de prazo da entregar dos laudos. Exceção para quem jogou em estádio de primeira divisão.

No quadrangular, uma curiosidade: só a média do Camboriú caiu. Provável retrato da equipe que só pontuou nas duas últimas rodadas dessa fase. Das partidas que aconteceram com portões abertos, 22 jogos tiveram menos de cem pagantes. É algo para os clubes estudarem, tentarem descobrir o que tem acontecido e corrigir.

Média de público do quadrangular
Inter – 2084,7 pagantes
Concórdia – 361,7 pagantes
Camboriú – 284,7 pagantes
Guarani – 232,7 pagantes

Média de público na competição
Clube (jogos como mandante com portões abertos) – média
1º Inter (11 jogos) – 1696,9 pagantes
2º BEC (8 jogos) – 351
3º Camboriú (11 jogos) – 309,1
4º Concórdia (12 jogos) – 297,3
5º Canoinhas (7 jogos) – 238,4
6º Hercílio (8 jogos) – 156
7º Tubarão (7 jogos) – 137,3
8º Guarani (11 jogos)– 106,5
9º Caçadorense (6 jogos) – 68,2
10º Porto (0 jogos) – nenhum pagante

Segundona: Menos de mil pagantes na rodada

Foto: Greik Pacheco/Internacional

Foto: Greik Pacheco/Internacional

A rodada do sábado véspera de Eleições não conseguiu chamar a atenção dos torcedores para as partidas do Campeonato Catarinense da Série B. Todas as partidas aconteceram no sábado, com quatro jogos de tarde e um no começo da noite. Porto 0 x 0 Camboriú aconteceu no Módulo Esportivo de Porto União, com portões fechados, já que o estádio não tem permissão de receber público. Em todas as outras partidas, um total de 983 pagantes. Média de 245,75 torcedores nesses confrontos. Um número muito ruim.

Nem mesmo o Internacional de Lages, que recebeu o Concórdia na noite de sábado, conseguiu um público expressivo. Mas foi quem jogou a média para cima: 691 pagantes assistiram a vitória do Colorado da Serra no Tio Vida. Melhor presença de torcida da rodada, mas um dos piores públicos do time lageano. Sem contar a partida com portões fechados, o pior público foi registrado em Palhoça, para Guarani 2 x 4 Hercílio Luz. Apenas 34 pessoas pagaram ingresso para acompanhar o confronto.

Faltando três rodadas para o fim do returno, o que se espera para a rodada deste meio de semana é um aumento no público total da rodada. Não vai ser fácil. Tem mais uma partida no Módulo Esportivo, o Hercílio Luz não tem conseguido atrair bons públicos e o Inter joga fora de casa, assim como o Concórdia. A obrigação de bom público é do líder Camboriú, que recebe o Concórdia, e pode ficar mais perto do título dessa fase.

6ª RODADA DO RETURNO
Canoinhas 1 x 2 Caçadorense – 199 pagantes
Guarani 2 x 4 Hercílio Luz – 34 pagantes
Inter de Lages 1 x 0 Concórdia – 691 pagantes
Porto 0 x 0 Camboriú – portões fechados
Atlético Tubarão 2 x 0 Blumenau – 59 pagantes
Total de pagantes: 983