Livro “O futebol em Santa Catarina” na Univali de Itajaí

Na noite desta quarta-feira (3) tem mesa-redonda na Univali de Itajaí com os autores do livro “O futebol em Santa Catarina: Histórias de Clubes (1910-2014)”, da editora Insular. A iniciativa é do curso de História da Universidade do Vale do Itajaí.

A mesa-redonda será formada por Alexandre Fernandez, da UFSC, Norberto Dallabrida, da Udesc, Lana Gomes Pereira e Francisco Braum Neto, da Univali. O evento será no auditório do bloco E1, do Campus Itajaí, a partir das 19h. A entrada é franca.

O livro traz uma série de textos sobre várias equipes de Santa Catarina, como os quatro representantes da Série A (Avaí, Figueirense, Joinville e Chapecoense), o representante da Série B (Criciúma), além de Marcílio Dias, Annita Garibaldi e Colegial.

O “melhor estadual de todos os tempos” está ficando na promessa de novo

Foto: Divulgação/Chapecoense

Foto: Divulgação/Chapecoense

Sim, eu sei que o Campeonato Catarinense ainda não terminou. Faltam duas rodadas no quadrangular do rebaixamento e quatro no hexagonal, além das duas finais. Mas já dá para dizer que a competição está abaixo do esperado. Os jogos emocionantes foram marcados por raça e mau futebol. E nem tem muito o que se culpar a Federação esse ano. Um jogo ou outro foi atrapalhado pela péssima arbitragem e teve a estranha decisão de se fazer um BID pirata para a primeira rodada, mas fora isso, o que tem atrapalhado o campeonato é o baixo futebol. Culpa de diretorias, técnicos e jogadores.

A Chapecoense começou o campeonato dando a impressão que seria o grande time a ser batido, mas pelo visto acabou o gás. Não tem demonstrado o mesmo bom futebol nas últimas rodadas. O Figueirense é hoje o time mais estável, mas está bem longe de mostrar um grande futebol e dar boa impressão para o Brasileirão.

Inter de Lages e Metropolitano são as surpresas positivas se for levado em conta o orçamento dos clubes. Guarani e Atlético de Ibirama estão dentro do que é possível fazer com pouco dinheiro. O Marcílio Dias é difícil dizer. Transparência não é o forte por esses lados e ninguém sabe com exatidão o que tem sido gasto. Tem quem fale em folha de 250 mil/mês e outros de 370 mil/mês. O que dá para dizer é que o elenco tem problema na montagem. Faltam peças em alguns setores. Guilherme Macuglia não conseguiu dar um padrão a equipe e Leandro Campos parece seguir pelo mesmo caminho.

Mas são os grandes que assustam. Principalmente porque jogarão as séries A e B já no início de maio. Todos os times precisam de reforços. E reforço mesmo, não contratações. Há diferença. O primeiro vem para ser titular da posição, é melhor do que as opções do elenco atual. O segundo é para compor grupo ou brigar por posição.

Figueirense e Chapecoense parecem os mais preparados. Precisam se alguns reforços em posições chaves e uma encorpada no elenco, mas apresentam um esboço de time. O Joinville mudou muito e parece começar a se encaixar, ainda sem causar uma boa impressão pensando em Série A. E o que dizer de Tigre e Avaí?

O ideal seria uma reformulação quase geral do elenco. Mas não há dinheiro e nem tempo para se começar um trabalho quase do zero. O jeito é reforçar, e bem, e tentar tirar o máximo do time. Um não venceu uma partida sequer nas seis rodadas do hexagonal e o outro está empatado com todo mundo no quadrangular do rebaixamento. Nenhum mostra bom futebol ou o início de um padrão de jogo. São amontoados em campo. Luizinho Vieira e Gilson Kleina terão que trabalhar muito para fazerem boas campanhas na competição nacional.

Enquanto o Catarinense ainda não empolga em qualidade técnica, o Brasileirão já preocupa.

Ponto conquistado fora de casa vai definir o quadrangular do rebaixamento

Foto: Flávio Roberto/Comunicação CNMD

Foto: Flávio Roberto/Comunicação CNMD

Se tem uma coisa que ficou clara no turno do quadrangular da morte do Campeonato Catarinense é que são os pontos fora de casa, se alguém conquistar, que vai separar os rebaixados dos que permanecerão na primeira divisão do futebol de Santa Catarina.

Foram três rodadas até aqui. Nenhum empate. Todas as partidas vencidas pelo clube mandante. A explicação é simples. Nenhum time está acima dos outros, são quatro equipes do mesmo nível. Com isso, fatores como torcida, dimensões e condições do campo, ajudam a evitar o empate.

Hoje o cenário é favorável para Marcílio Dias e Atlético de Ibirama. Os dois estão com seis pontos, três a mais do que a dupla da Grande Florianópolis. Mas basta perderem no fim de semana, quando jogam fora de casa, para empatar tudo novamente. O rebaixamento corre sério risco de ser decidido no saldo de gol ou até mesmo no gol pró.

Para mudar isso, alguém precisa roubar pontos fora de casa. Aprontar e vencer ou, pelo menos, empatar. Quem empatar fora e vencer em casa tem grande chance de fugir do rebaixamento e empurrar para a degola o adversário. O Avaí quase fez isso no domingo, mas Shwenck voou para garanti mais uma virada marcilista em cima do Avaí. Mais uma vez com ele decidindo.

Na próxima rodada, Marcílio Dias e Atlético de Ibirama são os que possuem essa chance de mudar a lógica e deixar alguém bem perto da Série B. E não está tão difícil aprontar nessa fase, os jogos estão muito iguais, tirando o time do Avaí, não tem faltado vontade, faltar jogar mais futebol.

Catarinão 2015: mudou pouco e muito ao mesmo tempo

Foto: Assessoria FCF

Foto: Assessoria FCF

Na tarde desta segunda-feira aconteceu na sede da Federação Catarinense de Futebol (FCF), em Balneário Camboriú, o conselho técnico do Campeonato Chevrolet Catarinense da Série A de 2015. A primeira fase segue igual, todos contra todos em turno único pra definir quem vai para qual lado na segunda fase. Depois essa fase é como se nunca tivesse acontecido, já que zera tudo.

Já a segunda fase mudou tudo. Apesar de o Estatuto do Torcedor obrigar a manutenção de uma fórmula por dois anos seguidos, os clubes consultaram a CBF e ganharam o OK com a justificativa de “não prejudicar ninguém”. Os seis primeiros passam para um hexagonal que vai definir os finalistas. Se minha conta não está errada, esticaram o campeonato. Isso foi feito para praticamente anular a chance de zebra e não acontecer o que teve esse ano, com Avaí e Chapecoense disputando o “hexagonal da morte”, que na verdade se chamava Taça Santa Catarina e também dava vaga na Copa do Brasil.

Agora mudou tudo. O hexagonal da morte virou quadrangular da morte. E ele só vai definir os dois que caem. Passa a não dar mais título nenhum e nem vaga na Copa do Brasil, que vão para os três primeiros colocados do Estadual. Por falar em vaga, a reunião vai dar rebuliço em Itajaí.

A FCF tinha anunciado que o hexagonal do ano passado daria uma vaga na Série D, mas não deu. O regulamento da Copa SC 2013 era claro e, com o Metrô no quadrangular, não havia mais vagas em disputa. Mas mantiveram o discurso até o final da competição e chegaram a publicar uma notícia no site da entidade para dizer que o Marcílio Dias ficou com a vaga.

Semanas depois voltaram atrás e a vaga era do Guarani de Palhoça. Delfim então prometeu ao Marcílio Dias que ele já estava classificado para a Série D de 2015. O presidente Marlon Bendini ainda usa a frase “deixei o clube com calendário cheio para o ano que vem”. Não mais. Não havia garantia da vaga por escrito e não vai ter mais. As duas vagas na última divisão nacional vai ser disputada no Catarinão 2015 e fica com os dois melhores classificados “sem série”. Obrigatoriamente uma equipe vai ganhar a vaga disputando o hexagonal.

“Estou aqui, na federação ainda, e está sendo feito um documento pra ser mandado à CBF de que o Marcílio Dias tem uma vaga na série D do ano que vem”, contou o presidente Marlon Bendini ao DIARINHO (24/04/2014)

Abandonado pelo comitê gestor e ainda penando com a desconfiança sobre os acontecimentos da última partida do Catarinão 2014, o Marcílio Dias vai precisar buscar novos patrocínios para montar uma equipe forte para brigar pela vaga na competição nacional. Senão, será mais um ano de quatro meses.

Presidente Marlon Bendini volta a falar do jogo contra o Atlético de Ibirama

marlonDepois das declarações de um dos cabeças do Comitê Gestor do Marcílio Dias, Tarcísio Zanelato, faltava a palavra do presidente do clube, Marlon Bendini, e veio. Ele respondeu as perguntas do jornal DIARINHO sobre o assunto e o resultado foi a matéria publicada na edição desta quinta-feira, onde o dirigente volta a afirmar que não houve nenhum esquema marcada para ajudar o time de Ibirama e rebaixar o Brusque.

Marlon se demonstrou muito irritado em ter que falar mais uma vez no assunto. Zanelato falou na TV Univali e na RICTV Record que só voltava a trabalhar com o clube, quando o presidente fosse na imprensa explicar o que aconteceu. Quanto citei isso, Marlon respondeu: “o que eu tenho que explicar?”.

O presidente chamou de sensacionalismo a forma como a imprensa catarinense trabalhou a partida contra o Atlético de Ibirama do qual ele fez questão de dizer que era uma jogo que “não valia merda nenhuma pro Marcílio. Pode colocar aí: não valia merda nenhuma“. Ele ainda voltou a reclamar da arbitragem em quatro partidas do Catarinense (Metropolitano, Chapecoense, Brusque e Atlético) e questionou porque não foi dado o mesmo tratamento para o fato de Avaí ter jogado com time júnior a partida que valia o título do hexagonal contra a Chapecoense. Vale lembrar que foi a derrota do Avaí que fez com que a partida entre Marcílio Dias e Atlético de Ibirama não valesse nada. Um empate no Oeste deixaria o clube de Itajaí com chances de título.

Abaixo a matéria completa do DIARINHO de hoje.

“Eu não queria perder o jogo”

Já passou mais de um mês da última rodada do hexagonal do campeonato Catarinense, quando rolou a confusão durante o jogo entre Marcílio Dias e Atlético de Ibirama, no Gigantão das Avenidas. Mas o assunto voltou à tona. O secretário de Obras, Tarcísio Zanelato, pediu afastamento do comitê gestor do clube, alegando que só volta quando o presidente Marlon Bendini ir à imprensa esclarecer o que rolou na partida. Em entrevista ao programa Univali Esportes, ele teria deixado no ar que rolou alguma treta.
Bastante irritado, Marlon comentou o caso ontem com o DIARINHO e voltou a afirmar que não rolou nenhuma maracutaia. “Não teve nada, estão fazendo sensacionalismo num jogou que não valia merda nenhuma pro Marcílio. Pode colocar aí: não valia merda nenhuma”, protestou o cartola, que ainda completou: “Por que ninguém vai perguntar pro Avaí por que foram com um time júnior pra um jogo que valia um título?”
O presidente do Rubro-anil falou que não tem nada pra explicar e que a hora é de trabalhar visando o campeonato Catarinense e a série D do campeonato Brasileiro do ano que vem. “Que culpa eu tenho se o juiz roubou um pênalti? Fomos prejudicados o campeonato inteiro e ninguém falou nada. Eu não queria perder o jogo, ninguém ama o Marcílio mais que eu”, jura. Marlon Bendini voltou a reclamar das arbitragens nas partidas contra Atlético de Ibirama, Brusque, Chapecoense e na abertura do campeonato, contra o Metropolitano, em casa. “Foi um escândalo aquele jogo. São quatro partidas, nos tiraram 12 pontos”, calcula.
Pro cartola, tem politicagem ou sacanagem no que ele chama de tentativa de prejudicar o Marinheiro. “Vocês acham que por causa de uma partida eu vou jogar fora toda a credibilidade que ganhamos durante a competição? Pelo amor de Deus!”Tá fora
Durante a entrevista ao Univali Esportes de domingo, Tarcísio Zanelato já tinha adiantado que se afastaria do comitê gestor. “Fico fora até o presidente Marlon convocar uma coletiva de imprensa e explicar o que aconteceu naquele jogo, dando nomes”. O secretário declarou, também, que o cartola não estaria disposto a esclarecer o caso por medo de represálias.
Além de Zanelato, Agnaldo dos Santos [secretário de Turismo] e José Alvercino Ferreira, o vereador Zé da Codetran, são os cabeças do comitê, que ainda tem membros como o prefeito Jandir Bellini, Amílcar Gazaniga e os vereadores Osvaldo Gern e Afonso Arruda.
O comitê gestor bancou todas as folhas salariais da equipe por meio de patrocínios das principais empresas da cidade. Marlon disse que o restante das despesas era custeada pelo clube.
Durante a campanha que manteve o Cílio na elite do futebolcatarina, houve apenas um momento de tensão entre a diretoria do clube e o comitê. “Eu quis trocar o treinador [Guilherme Macuglia], via que tinha coisa errada ali, e o comitê não deixou, achavam que não era hora”.
Uma coletiva de imprensa de Marlon Bendini foi marcada no clube pras 16h da próxima terça-feira, dia 27. “O presidente irá fazer um balanço geral da participação do Marinheiro no Campeonato Catarinense 2014, e falará sobre os planos do clube para os próximos meses”, diz o anúncio da coletiva.
AA