Disco da Semana: Madrugada (2008)

Domingo, 27 Setembro 2009

Vou começar algo novo no blog. Todo o final de semana vou indicar um disco. Algumas vezes serão CDs novos, outras vezes antigos e algumas vezes, muito antigos.

Vou começar com o recente “Madrugada” (2008) de Mart’nália (filha de Martinho da Vila), produzido por  Arthur Maia e Celso Fonseca, direção artística de Marcia Alvarez e gravado pela Biscoito Fino, Madrugada mistura sambas clássicos com sambas-pop, ritmos africanos e músicas que saem no mundo do samba.

O disco não começa bem. O pop “Alívio”, de Arthur Maia e Djavan não ficou legal, os arranjos não ajudam e Mart’nália não se encaixa na música. Depois o CD pega no tranco com o gostoso samba-pop “Tava por aí”, de Mombaça e Mart’nália. Num ritmo mais lento e com percussão mais forte, vem “Deu Ruim”, de Arthur Maia, Ronaldo Barcellos e Mart´nalia, marcados pela forte presença dos tamborins de André Siqueira, uma das melhores músicas do CD. O samba-pop volta com “Ela é minha cara”, de Celso Fonseca e Ronaldo Bastos, novamente com forte marcação de tamborim, mas com arranjos de guitarra e segunda parte acompanhada pela cauíca, outro grande destaque do disco.

O disco segue com “Não Encontro quem me queira” de Thiago Mocotó e “Sai Dessa”, de Nathan Marques e Ana Terra, música gravada por Elis Regina e agora regravada com muita competência por Mart’na´lia, num samba levemente puxado para o jazz. Falando em regravação, a faixa seguinte “Batendo a Porta” de João Nogueira e Paulo César Pinheiro é outro destaque do disco, um samba leve gostoso e muito bem acompanhado pela guitarra de Celso Fonseca (e olha que não gosto de guitarra).

“Fé” de Jorge Agrião e Evandro Lima, um samba mais corrido com percussão forte, gostoso de se ouvir. O CD foge do samba para trazer a canção “Angola” de Arthur Maia, Mart´nalia, Maré e Paulo Flores, não curti. Também não curti a regravação de “Alegre Menina” de Dori Caymmi e Jorge Amado, gravada originalmente por Djavan.

O pop volta ao disco com “Sem dizer Adeus” de Paulinho Moska, que apresenta uma bela interpretação da sambista. O samba volta com a regravação de “Tom Maior”, do pai Martinho da Vila, um samba lento com letra maravilhosa (Vai ter que amar a liberdade/Só vai cantar em tom maior/ vai ter a felicidade de/ Ver um Brasil melhor), outro ponto alto do disco. O CD termina com uma versão de Mart’nália da música “Don’t worry, be happy” de Bob McFerrin, misturando português com inglês e com forte presença de instrumentos de percussão do samba como surdo, pandeiro, tamborim e cuíca. Em “Madrugada”, Mart’nália só confirma o que já tinha mostrado em “Menino do Rio” e “Mart´nália em Berlim” (ambos de 2006), é um dos grandes nomes do samba na atualidade. Recomendo.

Faixas:

01. Alívio ( Arthur Maia e Djavan )

02. Tava por aí (Mombaça e Mart´nalia )

03. Deu ruim (Arthur Maia, Ronaldo Barcellos e Mart´nalia )

04. Ela é minha cara (Celso Fonseca e Ronaldo Bastos )

05. Não encontro quem me queira (Thiago Mocotó )

06. Sai dessa (Nathan Marques e Ana Terra )

07. Batendo à porta (João Nogueira e Paulo César Pinheiro )

08. Fé (Jorge Agrião e Evandro Lima )

09. Angola (Arthur Maia, Mart´nalia, Maré e Paulo Flores )

10. Alegre menina (Dori Caymmi e Jorge Amado )

11. Sem dizer adeus (Paulinho Moska )

12. Tom maior (Martinho da Vila )

13. Don’t worry, be happy (Bob McFerrin / versão: Mart´nalia)

Abaixo, minhas faixa favorita do disco. Mart’nália cantando o clássico Batendo a Porta, de 1974, do mestre João Nogueira.

Batendo a Porta – Mart´nália


Mais Divisão Especial

Quarta-feira, 23 Setembro 2009

As confusões nos bastidores do Campeonato Catarinense da Divisão Especial não param. Boa parte da coluna Esporte News desta quarta-feira, dia 23, foi sobre o tema. Confira o trecho:

MAIS CONFUSÃO DA DIVISÃO ESPECIAL
Os problemas na Divisão Especial do Campeonato Catarinense continuam. Nesta terça-feira o Concórdia entrou com recurso no Pleno do Tribunal de Justiça Desportiva de Santa Catarina (TJD-SC), contra a decisão da Comissão Disciplinar que sexta-feira (18) puniu o clube com a perda de seis pontos, eliminando o Concórdia da competição. Para ampliar ainda mais a confusão, o Concórdia denunciou o Hercílio Luz, alegando que fez levantamentos e pegou documentos para provar que o time de Tubarão usou dois jogadores de forma irregular na competição. A competição tem tudo para não terminar este ano. Se o CAC for punido também no pleno do TJD-SC, ainda tem duas instâncias no Supremo Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) para recorrer.

PORTO JÁ TINHA ENTRADO COM RECURSONA SEGUNDA
Na segunda-feira, dia 21, o Porto já havia entrado com recurso no TJD-SC contra a decisão da Comissão Disciplinar que puniu o clube com a perda de 12 pontos, eliminando-o da competição.

JULGAMENTOS SERÃO NA QUINTA
Os dois julgamentos (talvez 3, caso a denúncia do Concórdia entre na pauta) serão na sessão do TJD-SC desta quinta-feira, a partir das 19 horas. Hercílio Luz e Camboriú foram convocados a participarem dos processos, já que são partes interessadas. Só tenho uma certeza, essa novela vai longe. Se Concórdia e Porto forem novamente punidos, irão recorrer ao STJD. Se forem absolvidos, Hercílio Luz e Camboriú recorrem. Essa confusão só deve terminar na última instância, no pleno do STJD.

Para ler o restante da coluna, clique aqui.


Divisão Especial paralisada. Bagunça na várzea catarinense

Domingo, 20 Setembro 2009

Nesta sexta-feira tivemos mais um capítulo da novela Divisão Especial na várzea catarinense. Concórdia e Porto foram punidos pelo Tribunal de Justiça Desportiva de Santa Catarina (TJD-SC), em julgamento realizado na sede da Federação Catarinense de Futebol (FCF), sendo eliminados da competição. Com a eliminação, as duas vagas ficaram com Hercílio Luz e Camboriú. O Porto anunciou que entra nesta segunda-feira com recursos e por isso a FCF decidiu paralizar a competição.

Os dois clubes foram punidos por usarem jogadores em situação irregular. O Concórdia utilizou o jogador Júnior na quarta rodada do returno, quando ele deveria estar suspenso. O Porto fez o mesmo com o Erivélton nas rodas 8 e 9 do returno.

Por unanimidade, o Concórdia foi punido com a perda de seis pontos. Por 3 votos a 2, o Porto foi punido com a perda de 12 pontos (a irregularidade aconteceu em duas partidas), três votos pediram os 12 pontos e os outros dois votos queriam a perda de 6 pontos. Com as penas, as duas equipes foram desclassificadas do quadrangular.

Falta de organização dos clubes e desconhecimento da regra no caso pelo Concórdia (já explico o porque). E total falta de organização e preocupação com a ordem da competição por parte da Federação Catarinense de Futebol (FCF). Não é difícil manter um sistema informatizado de controle de cartões. Falta vontade. A anos as divisões inferiores do Campeonato Catarinense sofrem com a falta de organização e preocupação da FCF, na Divisão de Acesso sempre tem times que não conseguem chegar ao fim da competição e a federação não liga para isso e nem aumenta o rigor para a entrada de uma nova equipe.

Sobre o problema do Concórdia ser falta de conhecimento da regra, eu explico. Segundo post do blogueiro Rodrigo Santos de terça-feira, dia 15 de setembro, Junior recebeu dois cartões amarelo, sendo expulso, na partida contra o Hercílio Luz (21/06), por causa da expulsão, o amarelo não é contado. Depois ele recebeu cartão amarelo nas partidas contra Videira (29/07) e Juventus (09/08), tendo assim dois cartões. Junior não foi escalado contra o NEC (16/08), pois o Concórdia achava que ele estava suspenso (contaram o amarelo da partida contra o Hercílio Luz). Junior voltou e acabou ganhando cartão amarelo contra o Camboriú (23/08), que seria seu terceiro cartão, deixando suspenso. Mas ele entrou em campo contra o CFZ Imbituba (26/08), pois para o Concórdia, ele já tinha cumprido suspensão e agora só tinha um cartão amarelo. O Concórdia pisou na bola.

Detalhe: Quem descobriu esse furo foi o Hercílio Luz e não a FCF. O departamento técnico da FCF só depois fez levantamento descobrindo também a irregularidade do Porto. Se o Hercílio Luz não tivesse interesse, talvez ninguém teria percebido.


Diretor de futebol do Camboriú retira desabafo do ar

Quarta-feira, 16 Setembro 2009

O diretor de futebol do Camboriú Futebol Clube, Gilvan Meireles, retirou do ar na noite desta terça-feira, dia 15, uma nota em forma de desabafo que ele postou no site após a eliminação da Camburra do Campeonato Catarinense da Divisão Especial.

Inconformado com a eliminação após o planejamento feito e o bom dinheiro investido, Gilvan, como uma metralhadora, atirou para todos os lados criticando duramente os jogadores do Camboriú, os dois técnicos (Gonzaga Milioli e Lio Evaristo) que passaram pela equipe durante a campanha do estadual e vários membros da comissão técnica.

Na nota havia elogios a alguns jogadores formados na base da Camburra, a diretoria do clube e um pedido de desculpas aos torcedores e patrocinadores da equipe pela não classificação.

No lugar do desabafo foi colocado um pedido de desculpas por parte do diretor de futebol.

Pedido de desculpas de Gilvan Meireles, diretor de futebol do Camboriú.

Caro torcedor, através de meu desabafo, acabei expondo opinião pessoal que veio ofender algumas pessoas citadas direta e indiretamente, posso lhes dizer que, no momento de produzir o texto estava de cabeça quente, e muito triste pela derrota, e cometi um erro terrível de expor as pessoas citadas no texto, venho através deste pedir desculpas a todos, mesmo não mudando de opinião, e por isso retirei meu desabafo para que ele fique apenas para mim e as pessoas que já o leram, deixo claro que o desabafo foi uma opinião exclusivamente minha, feito num momento de tristeza e desgosto pela não classificação da equipe… Saibam que sou uma pessoa sincera, e não vou mudar de opinião, meu pensamento até que provem o contrario será o mesmo, mas com respeito às pessoas citadas, vou guardá-lo a mim. Mas que sirva de motivação para mexer com o brio de todos aqueles que querem seguir numa carreira que necessita muita força de vontade para ter sucesso.

Diretor de Futebol: Gilvan Meireles

Nota escrita pelo diretor de futebol da Camburra Gilvan Meireles e retirada do ar.

Foi um ano de muita expectativa, onde o Presidente Henrique Coppi e seu Vice Pedro Ferreira com muito trabalho e investimento, conseguiram aliar o clube aos empresários da região e principalmente a torcida que esteve sempre presente nos jogos do Robertão e até mesmo em alguns fora de nossa cidade, mas todo o esforço da diretoria não foi correspondido pelos jogadores e comissão técnica, que com uma total falta de entrega, e até mesmo profissionalismo deixaram a desejar, e desta vez após perder para o ridículo NEC em Camboriú, conseguiram perder para o vice lanterna Próspera em Criciúma por 3 x 1 e acabou com todas as chances mesmo dependendo de resultados de chegar ao quadrangular final.

Bom, o que posso dizer, é que, mesmo com a diretoria tentando fazer o melhor, fazendo um trabalho extra campo perfeito, não pode contar com o mesmo realizado em campo, lembramos que no inicio, tivemos uma comissão técnica horrível, formada pelos atrasados Gonzaga Milioli como técnico, e Dimas como preparador físico, que com um elenco bom conseguiram estragar com os trabalhos diários ruins que faziam, e com a chegada de Lio Evaristo (técnico), parecia que tudo iria mudar, mas abandonou o barco com proposta de outro clube (onde esta a ética?), ainda sim ficaram os pensamentos negativos dentro da comissão técnica, não tenho medo de dizer que isso tinha e era forte, não sei se por demissão do pai Dimas, ou por ser uma pessoa de má fé, mas o preparador de goleiros André, é um que nem deveria ter sido contratado e na mudança de técnico foi perdido uma grande chance de se livrar deste que só trazia forças negativas ao clube, já Cássio onde depositávamos uma esperança de estar criando um novo nome para o futebol (caseiro), não se esforçou nada em aproveitar a vivencia e ganhar experiência no ramo profissional do futebol, com essas e com outras, a única não decepção deste ano fica por conta do preparador físico Maurino Boto, que nada pode fazer depois de chegar aqui e pegar o time arrebentado pelos incompetentes que comandaram no inicio, e salva-se alguns jogadores como Ruan, João Carlos, Gabriel, Montibeller e Rodolfo, por incrível que pareça são todos da casa, sangue Camboriuense correndo nas veias, acho que este é o caminho, pois trazer “profissionais” para passear em nossas praias e fingir compromisso, acho que é perca de tempo.
Assino esse texto de desabafo, pois como Diretor de Futebol do Tricolor, não devo nada a ninguém citado a cima, e sim a nossa torcida e patrocinadores, a quem peço desculpa e prometo que se preciso for trabalharemos o dobro no ano que vem para corresponder a toda a credibilidade nos dada este ano. Obrigado por tudo (patrocinadores e torcedores), agora é torcer para a mulecada que no Futsal esta brigando pelos títulos no sub 9, sub 13 e sub 15.

“As pessoas precisam de três coisas: prudência no ânimo, silêncio na língua e vergonha na cara.”
(Sócrates)

Diretor de Futebol: Gilvan Meireles


Barrica vence mais uma, mas vai precisar de milagre pra ficar com o título

Domingo, 13 Setembro 2009

Monza tem dono. Em corrida perfeita, Rubens Barrichello, venceu pela terceira vez na carreira o GP da Itália (um dos melhores do calendário), igualando a marca de Nelson Piquet (pai) como piloto brasileiro com maior número de vitórias em Monza.  Vitória comemorada como criança por Barrica, com direito a tapinha e beijo na câmera, além de flechada no pódio.

Barrichello largou em quinto, uma posição à frente do companheiro de equipe e líder do campeonato, Button. A estratégia era a melhor possível, uma parada, e deu certo. Rubinho largou muito bem e ganhou a quarta posição de Kovalainen. A partir daí não errou, a para foi perfeita e fez com que ele voltasse à frente de Button e Hamilton, depois foi só administrar e receber a bandeirada.

Monza é sensacional, pista de alta velocidade e com vários pontos de ultrapassagem, alguns até em curva, como os sem juízo e companheiros de equipe Trulli e Glock dividiram a curva de Lesmo, pior para Trulli que escapou e perde uma posição.

A diferença entre Button e Barrichello é de 14 pontos, faltando apenas quatro corridas. A situação de Barrica é complicada, já que não depende só dele. Pode até vencer todas as quatro, mas se Button terminar todas em 2°, ele perde o título por seis pontos.

Segundo levantamento feito no blog do jornalista e comentaristas dos canais ESPN, Mauro Cezar Pereira (leia aqui), desde 1998, apenas uma vez alguém foi campeão depois de chegar a quatro corridas do fim com 14 pontos ou mais de diferença para o líder. Foi em 2007, quando por pipocagem de Hamilton e erro de Alonso, Raikkonen ficou com o título. Faltando quatro corridas para o fim, Kimi tinha 18 pontos de desvantagem para Lewis.

Ninguém tem como controlar o que acontece com os demais. Barrichello precisa se concentrar e vencer as quatro corrida, se a sorte e os adversários ajudarem pode ficar com o título, senão será bi-vice-campeão mundial de Fórmula 1. Feito que não é para todos.